MIL PERDÕES
Trocando a bola
O atleta pinta e borda
Agora rebola!!!!
Karlinha
Desculpas não consertam erros meus,
Porém sei que o perdão sendo divino,
Por mais que atleta seja tão ladino,
Merece alguma luz que negue breus.
Dançar na corda bamba, ser funâmbulo
Um velho equilibrista se mantém,
Perdoe desde já pelo preâmbulo
Porém pura verdade ele contém;
Eu sou perna de pau, mas bem teimoso.
Botafoguense nunca desistiu,
Derrota, novamente garantiu
Certeza de um cantar mais andrajoso,
Pintando a realidade nesta tela,
O meu bordado tosco se revela...
domingo, 28 de octubre de 2012
QUERO O TEU CARINHO
QUERO O TEU CARINHO
Eu solto a minha bomba e caio fora
Não vou ficar aqui vendo estilhaço
Tampouco vou bancar velho palhaço
Platéia sem juízo; eu sei que adora.
E sabe minha amiga, não demora
Ainda vou morrer de algum balaço,
Mas quero teu carinho e teu abraço
Quem sabe faz decerto sem ter hora.
Beijando a bela flor enamorada,
A sorte muitas vezes maltratada
Não deixa que se veja este amanhã
Florindo o meu jardim de margaridas
Unindo com firmeza nossas vidas,
Por mais que a poesia seja vã...
Eu solto a minha bomba e caio fora
Não vou ficar aqui vendo estilhaço
Tampouco vou bancar velho palhaço
Platéia sem juízo; eu sei que adora.
E sabe minha amiga, não demora
Ainda vou morrer de algum balaço,
Mas quero teu carinho e teu abraço
Quem sabe faz decerto sem ter hora.
Beijando a bela flor enamorada,
A sorte muitas vezes maltratada
Não deixa que se veja este amanhã
Florindo o meu jardim de margaridas
Unindo com firmeza nossas vidas,
Por mais que a poesia seja vã...
DECIFRAR TEUS ANSEIOS
DECIFRAR TEUS ANSEIOS
Quisera cobrir-te em beijos
Calar a voz dos desejos
Que te clamam sem cessar
E te amar sem qualquer pressa
Ser do teu corpo a compressa
Te escalando devagar!
Chegar ao teu cimo, errante,
Te aderir no peito amante
Me embeber do teu prazer
No teu colo adormecer.
ANA MARIA GAZZANEO
Pudesse desfrutar de cada ponto
Do corpo desta deusa magistral,
Seria mais que um sonho, quase um conto,
Navegaria livre pelo astral.
Decifrar teus anseios mais vorazes,
Beber do teu orvalho cada gota,
E dois amantes loucos, tão audazes,
Perdendo qualquer siso, rumo ou rota.
Vibrando insanamente em cada espasmo,
Numa explosão divina e assim profana,
E na emoção sem par de um louco orgasmo,
A noite sem limites, soberana.
E descobrir teu mágico tesouro,
No encanto o mais sutil ancoradouro...
Quisera cobrir-te em beijos
Calar a voz dos desejos
Que te clamam sem cessar
E te amar sem qualquer pressa
Ser do teu corpo a compressa
Te escalando devagar!
Chegar ao teu cimo, errante,
Te aderir no peito amante
Me embeber do teu prazer
No teu colo adormecer.
ANA MARIA GAZZANEO
Pudesse desfrutar de cada ponto
Do corpo desta deusa magistral,
Seria mais que um sonho, quase um conto,
Navegaria livre pelo astral.
Decifrar teus anseios mais vorazes,
Beber do teu orvalho cada gota,
E dois amantes loucos, tão audazes,
Perdendo qualquer siso, rumo ou rota.
Vibrando insanamente em cada espasmo,
Numa explosão divina e assim profana,
E na emoção sem par de um louco orgasmo,
A noite sem limites, soberana.
E descobrir teu mágico tesouro,
No encanto o mais sutil ancoradouro...
MEU BEM
MEU BEM
Vem meu bem, fica comigo
Vamos brincar de amor
Bota o dedo em meu umbigo
E me beija com ardor
Cola o teu corpo no meu
Sente o meu ao teu dispor
Venha ser meu camafeu
Preso à mim e faça um tour
Pelo meu corpo a tremer
Desejo de ter você
A invadir meu querer...
Deixa-me assim à mercê
Dos teus beijos mais molhados
A mapear-me, ousados...
SERENA
Retiro a tua roupa devagar,
Dançando sobre mim, baile divino,
Sorrindo com tesão, a provocar,
Usando este fascínio feminino...
Nas grutas e nas tocas mergulhar,
Bebendo o teu orvalho cristalino,
Cada detalhe teu, vou decorar,
Eu tanto quanto aprendo, já te ensino.
E jogo o mesmo jogo, sem vitórias,
Os risos e os orgasmos, nossas glórias,
Na louca sedução, deusa sacana,
Decifro os teus anseios, toco os seios,
E sem medos, receios; sigo os veios
Da divindade lúbrica e profana...
Vem meu bem, fica comigo
Vamos brincar de amor
Bota o dedo em meu umbigo
E me beija com ardor
Cola o teu corpo no meu
Sente o meu ao teu dispor
Venha ser meu camafeu
Preso à mim e faça um tour
Pelo meu corpo a tremer
Desejo de ter você
A invadir meu querer...
Deixa-me assim à mercê
Dos teus beijos mais molhados
A mapear-me, ousados...
SERENA
Retiro a tua roupa devagar,
Dançando sobre mim, baile divino,
Sorrindo com tesão, a provocar,
Usando este fascínio feminino...
Nas grutas e nas tocas mergulhar,
Bebendo o teu orvalho cristalino,
Cada detalhe teu, vou decorar,
Eu tanto quanto aprendo, já te ensino.
E jogo o mesmo jogo, sem vitórias,
Os risos e os orgasmos, nossas glórias,
Na louca sedução, deusa sacana,
Decifro os teus anseios, toco os seios,
E sem medos, receios; sigo os veios
Da divindade lúbrica e profana...
MEU SENHOR
MEU SENHOR
Meu Senhor Me perdoe se não posso
Ter minhas mãos tão limpas quanto quero.
Perdi meu tempo. Busco amor sincero;
Muitas vezes, percebo, quase roço,
Outras tantas procuro pelo Vosso
Amor, mas não prossigo. Sei tão fero
Quem me propôs viver, quem dera vero
Sentimento que nunca mais endosso...
Nos meus caminhos, tortos e sem nexo,
Busco as mudas gentis dos sentimentos.
Tantas noites, amor dizia sexo...
Agora mais cansado, nada busco.
Eu nem sei de torturas, nem lamentos...
Só sei que na luz, teimo ser tão fusco...
Meu Senhor Me perdoe se não posso
Ter minhas mãos tão limpas quanto quero.
Perdi meu tempo. Busco amor sincero;
Muitas vezes, percebo, quase roço,
Outras tantas procuro pelo Vosso
Amor, mas não prossigo. Sei tão fero
Quem me propôs viver, quem dera vero
Sentimento que nunca mais endosso...
Nos meus caminhos, tortos e sem nexo,
Busco as mudas gentis dos sentimentos.
Tantas noites, amor dizia sexo...
Agora mais cansado, nada busco.
Eu nem sei de torturas, nem lamentos...
Só sei que na luz, teimo ser tão fusco...
MEU AMOR POR TI
MEU AMOR POR TI
Minha barca seguindo essas correntes
Que levam os naufrágios ao meu peito;
Que fazem do que fora contrafeito,
E do nunca, talvez, impertinentes
Barcas, náufrago, afagos e serpentes.
Mares, marés, luares... Meu defeito
Maior sentir teu bafo arfando. O jeito
É vagar por quaisquer vãos penitentes...
Vastos mastros, as altas ondas, ritos...
Ledos medos, segredos, odes, mitos...
Minha barca navega sem ter termo...
Meus destinos, meu mundo vai, na barca...
Quem me dera fugir, mas cruel Parca,
A minha barca, a vida um caminho ermo...
MARCOS LOURES
Minha barca seguindo essas correntes
Que levam os naufrágios ao meu peito;
Que fazem do que fora contrafeito,
E do nunca, talvez, impertinentes
Barcas, náufrago, afagos e serpentes.
Mares, marés, luares... Meu defeito
Maior sentir teu bafo arfando. O jeito
É vagar por quaisquer vãos penitentes...
Vastos mastros, as altas ondas, ritos...
Ledos medos, segredos, odes, mitos...
Minha barca navega sem ter termo...
Meus destinos, meu mundo vai, na barca...
Quem me dera fugir, mas cruel Parca,
A minha barca, a vida um caminho ermo...
MARCOS LOURES
MEANDROS DA PAIXÃO
MEANDROS DA PAIXÃO
Horas vira cigano,
deseja-me em orgias
e tenta me enrolar.
Noutras bem possessivo
e poe-me paredão.
Vê lá meu amor,
não me divido no amor...
mas se quiser me ter todinha,
vamos dançar no mesma cartilha!
Se orgias seremos dois,
Se só nós, seremos sós,
Mas pense bem, não vai,
No meio do caminho arrumar capataz...
Já vi este capítulo no filme passado.
Ana Maria
Um velho timoneiro no seu barco,
Aporta no mais belo ancoradouro,
Queria em teus desejos ser o marco
Aonde desfrutar raro tesouro.
O tanto que sofri; meus erros arco,
Pensara num tormento duradouro,
De todos os quereres, sendo parco,
O velho coração, um fervedouro...
Mas ouço uma sereia e o belo canto,
Espalha sobre a terra tal encanto,
Fazendo-me perder rosa dos ventos.
E agora o que fazer se estou entregue?
Uma alma que cigana não sossegue,
Vagando por delírios e tormentos...
Horas vira cigano,
deseja-me em orgias
e tenta me enrolar.
Noutras bem possessivo
e poe-me paredão.
Vê lá meu amor,
não me divido no amor...
mas se quiser me ter todinha,
vamos dançar no mesma cartilha!
Se orgias seremos dois,
Se só nós, seremos sós,
Mas pense bem, não vai,
No meio do caminho arrumar capataz...
Já vi este capítulo no filme passado.
Ana Maria
Um velho timoneiro no seu barco,
Aporta no mais belo ancoradouro,
Queria em teus desejos ser o marco
Aonde desfrutar raro tesouro.
O tanto que sofri; meus erros arco,
Pensara num tormento duradouro,
De todos os quereres, sendo parco,
O velho coração, um fervedouro...
Mas ouço uma sereia e o belo canto,
Espalha sobre a terra tal encanto,
Fazendo-me perder rosa dos ventos.
E agora o que fazer se estou entregue?
Uma alma que cigana não sossegue,
Vagando por delírios e tormentos...
MATANDO NOSSO AMOR
MATANDO NOSSO AMOR
Na mesma frialdade em que te vejo
Esqueço os dissabores que causaste,
Não somo como disseste um simples traste,
Um novo amanhecer, simples desejo...
Após a tempestade, algum lampejo
De luz aonde estranha, navegaste,
Matando nosso amor pelo desgaste
Não sobrará sequer menor ensejo,
Assim ao caminhar em turbulência
Não venha reclamar tua inocência
Tu tens ciência disto, eu te garanto,
Tu herdarás somente este vazio,
E quando houver a seca, um novo rio
Formar-se-á salgado, feito em pranto..
Na mesma frialdade em que te vejo
Esqueço os dissabores que causaste,
Não somo como disseste um simples traste,
Um novo amanhecer, simples desejo...
Após a tempestade, algum lampejo
De luz aonde estranha, navegaste,
Matando nosso amor pelo desgaste
Não sobrará sequer menor ensejo,
Assim ao caminhar em turbulência
Não venha reclamar tua inocência
Tu tens ciência disto, eu te garanto,
Tu herdarás somente este vazio,
E quando houver a seca, um novo rio
Formar-se-á salgado, feito em pranto..
AMOR DE VERDADE
AMOR DE VERDADE
Sem metáforas, veste, disfarces
Meu amor, foi verdade, incisivo.
Duvidaste? Eis a prova, no enlace
Este beijo em furor, te preciso!
Não! Não penses! Apenas me toma
E me aperta de encontro ao teu corpo.
Alimenta essa fome e me doma
És meu anjo, meu dono, meu porto.
Não recusa meu ser que te anseia
Que te faz seu cadinho de mel
E feliz já me deita em tua teia
E te farta do amor que ofereço
Dá-me em troca teu gozo real
E declara, pro do amor, recomeço...
Serena
Quero te dar o dia mais feliz
Inesquecível sonho aflora em mim,
Ao ter o teu prazer, querer teu bis,
Beber em tua boca o doce gim,
Ao longo desta vida , bem te quis,
Depois que estás aqui, percebo enfim,
Que amor se mostra assim desde a raiz,
Ao florescer sublime em meu jardim.
Nas horas mais tristonhas, solitárias,
Relembro de teus lábios e sorrio,
Qual fora a correnteza desço o rio
As águas enfrentando pedras várias
Até chegarem calmas, mansa foz,
Moldando o grande amor que existe em nós...
MARCOS LOURES
Sem metáforas, veste, disfarces
Meu amor, foi verdade, incisivo.
Duvidaste? Eis a prova, no enlace
Este beijo em furor, te preciso!
Não! Não penses! Apenas me toma
E me aperta de encontro ao teu corpo.
Alimenta essa fome e me doma
És meu anjo, meu dono, meu porto.
Não recusa meu ser que te anseia
Que te faz seu cadinho de mel
E feliz já me deita em tua teia
E te farta do amor que ofereço
Dá-me em troca teu gozo real
E declara, pro do amor, recomeço...
Serena
Quero te dar o dia mais feliz
Inesquecível sonho aflora em mim,
Ao ter o teu prazer, querer teu bis,
Beber em tua boca o doce gim,
Ao longo desta vida , bem te quis,
Depois que estás aqui, percebo enfim,
Que amor se mostra assim desde a raiz,
Ao florescer sublime em meu jardim.
Nas horas mais tristonhas, solitárias,
Relembro de teus lábios e sorrio,
Qual fora a correnteza desço o rio
As águas enfrentando pedras várias
Até chegarem calmas, mansa foz,
Moldando o grande amor que existe em nós...
MARCOS LOURES
LIBERDADE...
LIBERDADE...
Apesar de
Tudo ou nada
Apesar dos pesares
Apesar dos males
Tudo vem à tona
Nada me impressiona
Cansei de viver
Deve-se sofrer
Deve-se sorrir
Deve-se dever
Deve-se
Deter-se
Karlinha
Pudesse libertar-me dos grilhões
Soltar a minha voz, ser o que sou.
Vencer os mais terríveis turbilhões,
Porém o meu saveiro naufragou.
Contido, vou calado, sigo em frente,
Os meus pés atados, galés vis,
Eu sei quanto voar se faz urgente
Pudesse finalmente ser feliz...
Apesar dos pesares, peso tanto,
Ainda olhando o céu, tolo me encanto
E creio ser possível um sorriso...
Alçar este infinito, sem pudores,
Sobrevoando prados, jardins, flores.
Porém , ter pés no chão, sempre é preciso...
Apesar de
Tudo ou nada
Apesar dos pesares
Apesar dos males
Tudo vem à tona
Nada me impressiona
Cansei de viver
Deve-se sofrer
Deve-se sorrir
Deve-se dever
Deve-se
Deter-se
Karlinha
Pudesse libertar-me dos grilhões
Soltar a minha voz, ser o que sou.
Vencer os mais terríveis turbilhões,
Porém o meu saveiro naufragou.
Contido, vou calado, sigo em frente,
Os meus pés atados, galés vis,
Eu sei quanto voar se faz urgente
Pudesse finalmente ser feliz...
Apesar dos pesares, peso tanto,
Ainda olhando o céu, tolo me encanto
E creio ser possível um sorriso...
Alçar este infinito, sem pudores,
Sobrevoando prados, jardins, flores.
Porém , ter pés no chão, sempre é preciso...
LOUCO AMOR
LOUCO AMOR
Efervescente.
De corpo, de alma e de mente.
Faço do copo d'água uma tempestade
Para depois sorvê-la.
Demente?
Não.
Efervescente...
KARLINHA
Na louca efervescência de um desejo,
Emaranhando pernas e vontades,
Esqueço qualquer medo e sem ter pejo
Adentro a fantasia que ora invades.
O coração sutil de um sertanejo
Vagando pelas luzes das cidades,
Ouvindo um velho e antigo realejo,
Prevendo o seu futuro rompe grades.
E sem temer quebrantos nem azares,
Bebendo a fantasia dos luares
Retorna num segundo aos belos campos.
Seguir a trilha rara e luminosa,
Da deusa muitas vezes caprichosa,
Estrelas são as guias/pirilampos...
Efervescente.
De corpo, de alma e de mente.
Faço do copo d'água uma tempestade
Para depois sorvê-la.
Demente?
Não.
Efervescente...
KARLINHA
Na louca efervescência de um desejo,
Emaranhando pernas e vontades,
Esqueço qualquer medo e sem ter pejo
Adentro a fantasia que ora invades.
O coração sutil de um sertanejo
Vagando pelas luzes das cidades,
Ouvindo um velho e antigo realejo,
Prevendo o seu futuro rompe grades.
E sem temer quebrantos nem azares,
Bebendo a fantasia dos luares
Retorna num segundo aos belos campos.
Seguir a trilha rara e luminosa,
Da deusa muitas vezes caprichosa,
Estrelas são as guias/pirilampos...
INFÂNCIA
INFÂNCIA..
Mangueiras no quintal, infância boa...
O tempo faz das suas covardias,
Deixando para trás as melodias,
Naufrago sem querer minha canoa.
Um dia sem ter nada, fico à toa,
Envolto nas antigas pescarias,
Agora são ligeiros os meus dias,
Sirene nos ouvidos inda ecoa.
Depois, ônibus cheio, fome tanta,
Mulher já me aguardando faz a janta
E no cotidiano, sobrevivo...
Quem dera se menino ainda fosse,
Falar desta que me trouxe,
Do fundo da lagoa, um peixe vivo...
MARCOS LOURES
Mangueiras no quintal, infância boa...
O tempo faz das suas covardias,
Deixando para trás as melodias,
Naufrago sem querer minha canoa.
Um dia sem ter nada, fico à toa,
Envolto nas antigas pescarias,
Agora são ligeiros os meus dias,
Sirene nos ouvidos inda ecoa.
Depois, ônibus cheio, fome tanta,
Mulher já me aguardando faz a janta
E no cotidiano, sobrevivo...
Quem dera se menino ainda fosse,
Falar desta que me trouxe,
Do fundo da lagoa, um peixe vivo...
MARCOS LOURES
HONESTAMENTE
HONESTAMENTE
Tu
sempre serás
o meu Amado ...
(ivi)
Recebo o teu recado e me transporto
Em meio a mil nenúfares flutuo,
Qual fora adolescente, eu me comporto,
E trêmulo, me calo, e logo suo.
O amor que tu me dás; eu não mereço,
Um pária simplesmente, um vagabundo,
Pecados sem perdão, já te confesso,
Meu podre coração, tão torpe e imundo.
Um verme que rasteja nas sarjetas,
Um bêbado jogado nas calçadas,
Eu te amo, mas amor jamais cometas
Tais atitudes tão precipitadas.
Não podia, mas sendo enfim honesto,
Confessando os meus erros, eu não presto!
MARCOS LOURES
Tu
sempre serás
o meu Amado ...
(ivi)
Recebo o teu recado e me transporto
Em meio a mil nenúfares flutuo,
Qual fora adolescente, eu me comporto,
E trêmulo, me calo, e logo suo.
O amor que tu me dás; eu não mereço,
Um pária simplesmente, um vagabundo,
Pecados sem perdão, já te confesso,
Meu podre coração, tão torpe e imundo.
Um verme que rasteja nas sarjetas,
Um bêbado jogado nas calçadas,
Eu te amo, mas amor jamais cometas
Tais atitudes tão precipitadas.
Não podia, mas sendo enfim honesto,
Confessando os meus erros, eu não presto!
MARCOS LOURES
JAMAIS CONFESSAREI
JAMAIS CONFESSAREI
Há coisas que não devo confessar,
Vontades bem guardadas neste cofre,
Olhando calmamente pro luar,
Um coração de um tolo sempre sofre...
Queria pelo menos te dizer
Que todos os caminhos desta vida
Levando aos teus braços dão prazer,
Embora a estrada esteja já perdida.
Metade dos meus dias; são vazios,
Quebrando o pote, o doce foi embora,
Quem sonha simplesmente com estios,
Ao chegar seu inverno; cala e chora.
Mas nada do que eu digo é verdadeiro,
Jamais me mostrarei assim inteiro...
MARCOS LOURES
Há coisas que não devo confessar,
Vontades bem guardadas neste cofre,
Olhando calmamente pro luar,
Um coração de um tolo sempre sofre...
Queria pelo menos te dizer
Que todos os caminhos desta vida
Levando aos teus braços dão prazer,
Embora a estrada esteja já perdida.
Metade dos meus dias; são vazios,
Quebrando o pote, o doce foi embora,
Quem sonha simplesmente com estios,
Ao chegar seu inverno; cala e chora.
Mas nada do que eu digo é verdadeiro,
Jamais me mostrarei assim inteiro...
MARCOS LOURES
viernes, 26 de octubre de 2012
FIM DE TARDE
FIM DE TARDE
A morte dominando este cenário,
Olhando para as fotos eu revejo
O velho propulsor do Amor, desejo,
Perdido nas gavetas, neste armário.
Agora, o coração tão solitário,
Apenas o final triste, prevejo,
Enquanto no passado fui andejo,
Não passo deste velho, tolo, otário.
Exposto como um símio no zoológico,
O trágico somente se fez lógico,
Na prática, o final será bisonho.
Mendigo algum carinho, vil palhaço,
Por entre estes neons, trêmulo passo
Buscando um tosco escombro de algum sonho...
MARCOS LOURES
A morte dominando este cenário,
Olhando para as fotos eu revejo
O velho propulsor do Amor, desejo,
Perdido nas gavetas, neste armário.
Agora, o coração tão solitário,
Apenas o final triste, prevejo,
Enquanto no passado fui andejo,
Não passo deste velho, tolo, otário.
Exposto como um símio no zoológico,
O trágico somente se fez lógico,
Na prática, o final será bisonho.
Mendigo algum carinho, vil palhaço,
Por entre estes neons, trêmulo passo
Buscando um tosco escombro de algum sonho...
MARCOS LOURES
MORREU BEM CEDO
MORREU BEM CEDO
Ao ver florir as árvores que um dia
Plantaste no pomar de nossa casa,
Eu percebi o quanto a fantasia
Pode chegar, mas sempre, sempre atrasa.
Das cores que sonhei, primaveris,
Apenas os resíduos dos amores
Fingindo novamente ser feliz,
Cevando dentro em mim antigas dores.
Reflito mais um pouco e nada tendo,
Somente este jardim, sem vida e cor,
Segredos do passado; não desvendo,
Tampouco sei falar se existe amor.
Apenas o florir deste arvoredo
Demonstra que este amor morreu bem cedo...
MARCOS LOURES
Ao ver florir as árvores que um dia
Plantaste no pomar de nossa casa,
Eu percebi o quanto a fantasia
Pode chegar, mas sempre, sempre atrasa.
Das cores que sonhei, primaveris,
Apenas os resíduos dos amores
Fingindo novamente ser feliz,
Cevando dentro em mim antigas dores.
Reflito mais um pouco e nada tendo,
Somente este jardim, sem vida e cor,
Segredos do passado; não desvendo,
Tampouco sei falar se existe amor.
Apenas o florir deste arvoredo
Demonstra que este amor morreu bem cedo...
MARCOS LOURES
FASCINAÇÃO
FASCINAÇÃO
Exerces sobre mim tanto fascínio
Que sempre tu consegues o que queres,
Do banquete da vida, meus talheres
Permaneceram sob o seu domínio...
Embora ciclotímico, eu te adoro,
Noturnas caminhadas; traz o sonho,
Se sobre um pedestal; teu corpo eu ponho,
Desculpe, mas nos sonhos te devoro...
Já estou ficando velho, mas não ligo,
O amor fazendo estragos me renova,
E quando os lábios teus a boca prova,
Na flor da mocidade, enfim prossigo.
Outono e primavera? Tais estações
Nos trazem ou invernos ou verões...
MARCOS LOURES
Exerces sobre mim tanto fascínio
Que sempre tu consegues o que queres,
Do banquete da vida, meus talheres
Permaneceram sob o seu domínio...
Embora ciclotímico, eu te adoro,
Noturnas caminhadas; traz o sonho,
Se sobre um pedestal; teu corpo eu ponho,
Desculpe, mas nos sonhos te devoro...
Já estou ficando velho, mas não ligo,
O amor fazendo estragos me renova,
E quando os lábios teus a boca prova,
Na flor da mocidade, enfim prossigo.
Outono e primavera? Tais estações
Nos trazem ou invernos ou verões...
MARCOS LOURES
O TEU NOME
O TEU NOME
Escrevo na parede do meu quarto
O nome de quem tanto e não foi nada,
Aos poucos do lirismo já me aparto
O coração é terra destroçada.
Também se deste mote eu ando farto,
Melhor ficar calado. Escravizada,
Minha alma abortando cada parto
Aguarda outra ninhada malfadada.
Por vezes passageiro; outras piloto,
Quem dera toda noite ser um boto,
Mas durmo solitário: é grande a cama
Incendiando enfim, a caixa d’água
Não quero nem rancor, fujo da mágoa
A gente se acostuma e não reclama...
MARCOS LOURES
Escrevo na parede do meu quarto
O nome de quem tanto e não foi nada,
Aos poucos do lirismo já me aparto
O coração é terra destroçada.
Também se deste mote eu ando farto,
Melhor ficar calado. Escravizada,
Minha alma abortando cada parto
Aguarda outra ninhada malfadada.
Por vezes passageiro; outras piloto,
Quem dera toda noite ser um boto,
Mas durmo solitário: é grande a cama
Incendiando enfim, a caixa d’água
Não quero nem rancor, fujo da mágoa
A gente se acostuma e não reclama...
MARCOS LOURES
DAS ALMAS SEM DEFESAS
DAS ALMAS SEM DEFESAS
Em flórea senda segue a poesia,
Na lira do cantor, na serenata,
Por mais que a madrugada seja fria,
O sonho é companheiro que arrebata
E faz com simples letras alquimia,
Tornando uma existência bem mais grata,
Uma aguardente doce que vicia,
Embora muitas vezes insensata...
Falar do amor imenso, encantador,
Gritar contra injustiças, ser feroz,
Podendo libertar, soltar a voz,
A cada novo a se compor,
Pedaços espalhados pelas ruas,
Das almas sem defesas, puras, nuas...
MARCOS LOURES
Em flórea senda segue a poesia,
Na lira do cantor, na serenata,
Por mais que a madrugada seja fria,
O sonho é companheiro que arrebata
E faz com simples letras alquimia,
Tornando uma existência bem mais grata,
Uma aguardente doce que vicia,
Embora muitas vezes insensata...
Falar do amor imenso, encantador,
Gritar contra injustiças, ser feroz,
Podendo libertar, soltar a voz,
A cada novo a se compor,
Pedaços espalhados pelas ruas,
Das almas sem defesas, puras, nuas...
MARCOS LOURES
TOLAS ILUSÕES
TOLAS ILUSÕES
Um vendedor de tolas ilusões,
Escombro do que fora poesia,
Agora mergulhando noutro dia,
Procura sem sucesso, embarcações,
Que leve por diversas direções,
Vencendo temporal ou calmaria,
Quem sabe noutro tempo, existiria
Alguém em quem tocasse as emoções...
Eu sei, sou insistente, meu amigo,
O mundo que carrego aqui, comigo
Há muito não existe, já morreu...
Antiga violeta flor tão bela,
Morrendo sem florir nesta janela,
Retrata bem no fundo o que sou eu...
MARCOS LOURES
Um vendedor de tolas ilusões,
Escombro do que fora poesia,
Agora mergulhando noutro dia,
Procura sem sucesso, embarcações,
Que leve por diversas direções,
Vencendo temporal ou calmaria,
Quem sabe noutro tempo, existiria
Alguém em quem tocasse as emoções...
Eu sei, sou insistente, meu amigo,
O mundo que carrego aqui, comigo
Há muito não existe, já morreu...
Antiga violeta flor tão bela,
Morrendo sem florir nesta janela,
Retrata bem no fundo o que sou eu...
MARCOS LOURES
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